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Foz do Iguaçu,29/07/2026

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    Holandês se casaria em setembro e passeava nas Cataratas com noiva e sogros

    Família holandesa havia chegado a Foz um dia antes do acidente. Primeiro caso fatal do Macuco Safari ocorreu em setembro de 1999 e deixou sete mortos


    Holandês se casaria em setembro e passeava nas Cataratas com noiva e sogros

    O turista holandês Mark Lensink, de 26 anos, que morreu após uma embarcação virar durante o passeio do Macuco Safari, estava acompanhado da noiva, dos sogros, da cunhada e do namorado dela. O acidente aconteceu por volta das 12h desta terça-feira (28), no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.

    Mark e a noiva estavam com casamento marcado para setembro. A família holandesa havia chegado à cidade na segunda-feira (27) e pretendia deixar Foz do Iguaçu na quinta-feira (30).

    O grupo havia contratado um passeio privativo. Oito pessoas estavam na embarcação no momento do acidente, sendo seis turistas holandeses e dois tripulantes, o piloto e o copiloto. Todos foram retirados da água pelas equipes de resgate.

    Segundo o Corpo de Bombeiros, Mark sofreu um afogamento e entrou em parada cardiorrespiratória. Ele recebeu os primeiros atendimentos da equipe do parque e foi transportado de barco até o Porto Seco do Kattamaram.

    Na sequência, o turista foi encaminhado de ambulância ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Apesar das tentativas de reanimação, ele não resistiu e teve a morte confirmada na unidade hospitalar.

    O corpo de Mark permanece no Instituto Médico-Legal (IML) de Foz do Iguaçu. A liberação depende do envio de documentos pelo consulado holandês. Após a conclusão dos procedimentos legais, o corpo poderá ser entregue à família para os trâmites de traslado.

    Os outros ocupantes foram resgatados com vida. Alguns receberam atendimento no local, enquanto outros foram encaminhados para unidades de saúde de Foz do Iguaçu.

    Vazão estava acima do normal

    Entre 11h e 13h, período em que o acidente aconteceu, a vazão média registrada nas Cataratas do Iguaçu era de 4,3 milhões de litros de água por segundo. O volume considerado normal é de 1,5 milhão de litros por segundo.

    Até o momento, não há confirmação de que a vazão elevada tenha contribuído para o acidente.

    A Capitania Fluvial do Rio Paraná, da Marinha do Brasil, instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do tombamento e identificar possíveis responsabilidades. A Polícia Civil também investiga o caso.

    O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela fiscalização do contrato de concessão, informou que a documentação da empresa responsável pela operação está regular.

    As atividades do Macuco Safari foram suspensas por três dias, a partir desta quarta-feira (29). O período também será utilizado para uma reavaliação do ambiente de navegação. A empresa lamentou a morte e afirmou que presta assistência à família e colabora com as investigações.

    Primeiro acidente fatal aconteceu em 1999

    O primeiro acidente fatal envolvendo embarcações do Macuco Safari aconteceu em 5 de setembro de 1999, quase 27 anos antes da morte do turista holandês.

    Na ocasião, dois barcos infláveis navegavam em sentidos opostos em um trecho estreito do Rio Iguaçu, próximo às quedas. Uma das embarcações levava 23 pessoas e subia o cânion em direção às Cataratas. O outro barco transportava dez ocupantes e retornava do passeio.

    Durante a aproximação, os barcos colidiram. A embarcação maior passou sobre o bote menor, que virou e lançou todos os ocupantes na água.

    Sete pessoas morreram, sendo seis turistas estrangeiros e o piloto Cândido Siqueira, de 23 anos. Outros três passageiros sobreviveram. O trabalho de resgate durou aproximadamente duas horas.

    Na época, a Polícia Civil trabalhou com a hipótese de falha humana e imprudência durante a condução das embarcações. Testemunhas relataram que os barcos teriam se aproximado antes da colisão. Registros publicados pela Folha de S.Paulo apontam que os dois pilotos eram habilitados.

    O episódio de 1999 foi o primeiro com mortes, mas não o primeiro incidente envolvendo os barcos do passeio. Conforme registros da época, outras três ocorrências já haviam sido registradas. Nesses casos, turistas caíram na água, mas foram resgatados com vida ou sofreram apenas ferimentos leves.




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