• Foz do Iguaçu, 27/03/2026
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Colégio agrícola de Castro atinge receita milionária com produção no ensino técnico

O Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Olegário Macedo, em Castro, nos Campos Gerais, alcançou receita anual de R$ 2,3 milhões.


Colégio agrícola de Castro atinge receita milionária com produção no ensino técnico

Com receita anual de R$ 2,3 milhões, a maior entre os colégios agrícolas estaduais, o Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Olegário Macedo, em Castro, nos Campos Gerais, é um exemplo da integração entre ensino técnico e produção agropecuária no estado. Além da vocação leiteira, com destaque para a produção de até 2 mil litros de leite por dia, a unidade também produz milho, soja e suínos.

Os recursos gerados pela pecuária e pela agricultura são integralmente reinvestidos na própria instituição, fortalecendo a infraestrutura e ampliando as condições de ensino em um modelo baseado na prática e na autossustentação, o que contribui para reduzir a dependência de recursos públicos.

Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o modelo integra formação e desenvolvimento econômico. “O diferencial dos cursos técnicos é, justamente, aliar teoria e prática, preparando os estudantes para o mercado de trabalho e o ingresso no Ensino Superior. Ao formar jovens qualificados e ao mesmo tempo produzir com eficiência, a escola fortalece o agronegócio regional e amplia as oportunidades no campo”, afirma.

Com cerca de 120 servidores, a escola atende 340 alunos do Ensino Médio Técnico em tempo integral, dos quais 150 em regime de internato, com carga horária semanal de 48 horas. Do total de estudantes, 56% são mulheres.

Na prática, o colégio opera como um laboratório do agronegócio. Na pecuária leiteira, conta com cem animais, dos quais 50 são vacas em lactação, com produção diária de aproximadamente 2 mil litros de leite. Na agricultura, a produção anual alcança mil toneladas de milho para silagem, com produtividade média de 50 toneladas por hectare, além de cerca de cinco mil sacas de soja. Na suinocultura, são produzidos aproximadamente 500 animais por ano.

Toda a comercialização é realizada por meio da cooperativa escolar, em parceria com a Castrolanda Cooperativa Agroindustrial, uma das mais tradicionais do país no setor agropecuário. O modelo garante escoamento estruturado da produção, inserindo os estudantes em uma dinâmica real de mercado, com padrões profissionais de qualidade, logística e negociação.

Para o coordenador de Colégios Agrícolas da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), Renato Gondin, “a combinação entre alto volume de produção, geração de receita e consistência pedagógica coloca a unidade como referência nacional, ao evidenciar que é possível integrar educação pública de qualidade, formação técnica e eficiência produtiva em um único ambiente”, comenta.

O CEEP Olegário Macedo é o maior dentre os 32 colégios agrícolas da rede estadual. Instalada em uma área de 513 hectares, equivalente a cerca de 760 campos de futebol, a unidade mantém metade do território como Reserva Legal, acima do mínimo (20%) exigido por lei, integrando preservação ambiental ao processo formativo dos estudantes.

APOIOS INSTITUCIONAIS - O colégio conta, ainda, com auxílio de empresas e instituições do setor, como a New Holland, responsável pelos equipamentos usados em parte do plantio das lavouras do colégio; a Rolatrek, que presta serviços de manutenção e assistência técnica aos maquinários locais; a Bowman, no processo de produção de silagem de milho; e a Fazenda Portão Vermelho, fornecedora de matrizes genéticas de ovinos.

As parcerias envolvem diretamente os alunos nas atividades, ampliando a conexão com o mercado e os aproximando de tecnologias mais recentes e de excelência do agronegócio.

DESEMPENHO EDUCACIONAL – Ao final de 2025, os 120 alunos da 3ª série registraram 100% de aprovação no Ensino Médio. Do total, 30 ingressaram em cursos de Ciências Agrárias, principalmente na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), enquanto mais de 60% dos demais egressos foram inseridos no mercado de trabalho, sobretudo no setor agropecuário e no cooperativismo. O desempenho contribui para a consolidação do Paraná também como exportador de mão de obra qualificada para o agronegócio, com profissionais atuando em diferentes regiões do país.

Além disso, o colégio obteve nota 4,8 no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), acima da média nacional do Ensino Médio, de 4,3.




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