Foz busca novas famílias para acolher crianças e adolescentes afastados de casa
Programa atende 35 crianças e adolescentes em 28 lares temporários. Interessados devem ter mais de 25 anos e não podem buscar adoção
Foz do Iguaçu está com inscrições abertas para famílias interessadas em acolher temporariamente crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por determinação judicial. Atualmente, 35 menores são atendidos por 28 famílias cadastradas no programa Família Acolhedora.
Desenvolvido desde 2013, o serviço é mantido pela Associação Fraternidade Aliança (AFA), em parceria com a Prefeitura. Pelo menos 33% das vagas de acolhimento disponíveis no município são oferecidas na modalidade familiar.
O objetivo é garantir que crianças e adolescentes vivam em um ambiente familiar seguro enquanto aguardam o retorno à família de origem ou outra medida de proteção definida pela Justiça.
A parceria entre o município e a AFA prevê capacidade para até 45 famílias acolhedoras. Por isso, o programa busca ampliar o número de participantes.
“Para garantir esse direito a todas as crianças, precisamos encontrar mais famílias acolhedoras. É necessário ter mais de 25 anos, residir em Foz do Iguaçu, não ter interesse em adoção e participar da formação oferecida”, explicou a gestora da AFA, Suzane Amorim.
Acolhimento não é adoção
As famílias passam por seleção, capacitação e acompanhamento de equipes técnicas durante todo o período. O acolhimento é temporário e não pode ser utilizado como caminho para adoção.
A permanência da criança ou do adolescente ocorre até que seja possível o retorno ao núcleo familiar de origem ou até que a Justiça determine outra medida de proteção.
Quem pode participar
Para se candidatar ao programa, é necessário:
- Ter 25 anos ou mais;
- Morar em Foz do Iguaçu;
- Não ter interesse em adoção;
- Apresentar a documentação solicitada;
- Participar da seleção, da capacitação e do acompanhamento técnico.
Regulamentação municipal
A Secretaria Municipal de Assistência Social trabalha na elaboração de uma legislação específica para regulamentar o programa em Foz do Iguaçu.
A proposta está na fase de elaboração do Relatório de Impacto Orçamentário e Financeiro e atende a uma resolução do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
O texto foi construído em conjunto pela Prefeitura, AFA, Ministério Público e CMDCA.
“O objetivo é fortalecer a cultura do acolhimento familiar e ampliar essa modalidade de proteção, garantindo o direito à convivência familiar e comunitária previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou o diretor da Proteção Social Especial, Sidney Ribeiro.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site da Associação Fraternidade Aliança, clicando aqui.





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